O verão e a necessidade de cuidados redobrados com a pele

O verão e a necessidade de cuidados redobrados com a pele

Janeiro chegou e com ele as férias e também o verão. Nesse período por conta das altas temperaturas e a maior exposição ao sol, é preciso manter cuidados a mais com a Pele para evitar futuros problemas.

A dermatologista Isabela Ferreira da Costa destaca a importância dos medidas básicas como o uso recorrente de protetor solar, boa ingestão de água e alimentação leve e saudável para dar conta da fase de altas temperaturas.

A importância do uso do protetor solar com recorrência no dia a dia, inclusive em ambientes internos, está entre os protocolos básicos para amenizar os impactos na saúde em pessoas de todas as idades.

A especialista, que atende em dois consultórios na Zona Sul do Recife, enfatiza que é de extrema importância investir em bons protetores solares, de acordo com o tipo de pele em questão, reaplicar a cada três ou quatro horas e espalhar bem, incluindo a região das orelhas e das pálpebras. “A escolha de horários para tomar sol de forma mais branda, analisar bem o uso e a necessidade de intensificadores de bronze, a ingestão média de dois litros de água, por dia, em sintonia com a escolha de alimentos mais leves e saudáveis, bem como o suporte de chapéus de aba larga, óculos escuro e blusas com proteção UV vão ajudar o corpo a ter mais disposição e resistência diante dos desafios climáticos da temporada favorita dos brasileiros”, reforça a doutora.

Isabela também chama atenção para outro ponto. “A pandemia deixou todos em isolamento por muito tempo. Com a flexibilização dos protocolos de convivência com a COVID-19, muitos querem aproveitar ao máximo as oportunidades de praia, piscina e atividades ao ar livre, principalmente agora no verão, diante das festividades de fim de ano e do mês de janeiro, geralmente, de férias para muitos. Investir em uma consulta de rotina para saber como está a pele a partir do olhar clínico pode fazer a diferença e, se for o caso, detectar alterações em fase inicial, como o câncer de pele”, alerta. “Infelizmente, muitas pessoas com pequenas feridas e sinais na pele pensam ter causas simples, mas a partir da investigação mais detalhada constatamos o quadro cancerígeno. Partimos para a orientação imediata para resolver com tratamento isolado de cirurgia ou combinado com suporte oncológico de radioterapia”, completa a profissional.

Estatísticas

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer de pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém seus números são muito altos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele e registra 8,4 mil casos anualmente.

Clica no play para conferir a entrevista completa com a Dra Isabela sobre o assunto:

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