Samu Recife registra queda de 52% nos atendimentos de síndrome respiratória aguda grave entre março e julho

Samu Recife registra queda de 52% nos atendimentos de síndrome respiratória aguda grave entre março e julho

Foto de arquivo: Andréa Rêgo Barros/PCR

 

O número de atendimentos feitos pelo  Samu (192), na capital pernambucana, a pacientes com suspeita de covid-19, vem caindo progressivamente.

Entre os meses de março e julho, o órgão registrou redução de 52% na quantidade de ambulâncias enviadas a pessoas que precisaram de assistência, com sintomas respiratórios graves. Neste domingo (8), o Samu Recife realizou seis atendimentos referentes à pandemia e começou a desmobilização gradual de viaturas.

Na primeira semana de agosto, os números de chamados e de envios de ambulâncias também mostraram uma queda sustentada. Neste domingo (8), o Samu recebeu 11 chamados na Central, para atender casos de sintomas respiratórios, resultando em seis acionamentos. A média móvel de atendimentos se aproximou da taxa registrada em fevereiro – antes de os índices começarem a subir. Desde o início da pandemia, 13.946 ambulâncias foram enviadas para atender casos de síndrome respiratória aguda grave (srag).

“Ver essa redução no número de envio de ambulâncias nos deixa muito esperançosos, no entanto, ainda não temos um cenário confortável. É uma situação de mais tranquilidade, mas não podemos baixar a guarda. Por isso, estamos sempre atentos ao cenário epidemiológico para basear as tomadas de decisão no que diz respeito ao formato de atendimento do nosso serviço”, destaca o coordenador geral do Samu Recife, Leonardo Gomes.

Diante do novo cenário, de acordo com o gestor, o Samu Recife iniciou neste fim de semana a desmobilização gradual do plano para pandemia, reduzindo de 30 para 26 o número de ambulâncias ativadas no dia a dia – sendo quatro Unidades de Suporte Avançado (UTIs móveis), 21 Unidades de Suporte Básico e uma para atendimentos psiquiátricos. Este ano, o serviço conta com a ajuda do Detran, que disponibilizou quatro batedores treinados especificamente para auxiliar na circulação das ambulâncias, escoltando os veículos e traçando rotas mais rápidas para o transporte de pacientes com covid-19.

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